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segunda-feira, 17 de julho de 2017

SÍNDROME DO DR. WHO

Quem gosta de ficção científica, certamente já ouviu falar ou melhor já assistiu a série de TV mas duradoura do final do XX e até hoje nesse início de XXI, afinal a serie já passou de 50 anos, isto é, em 23 de novembro de 1963 foi o primeiro episódio da série com William Hartnell, o primeiro Doutor, viajando no tempo e no espaço em preto e branco. Nos primeiros anos, a série misturava episódios com fatos históricos com os de ficção científica, mas logo a série se concentrou no futuro e no espaço.
O protagonista da série é o Doutor, um viajante no tempo e no espaço que pode se regenerar antes de morrer e mudar sua aparência física e sua personalidade, ainda que conservando sua história e suas lembranças.

O Doutor é assim, sem nome nem sobrenome. Dessa maneira é como sempre vem se apresentando o enigmático viajante no tempo, um alienígena que, apesar de sua forma humana, pertence ao grupo dos Senhores do Tempo.
Seu nome verdadeiro jamais foi revelado. Ele se chama Doutor porque, em suas próprias palavras, para os Senhores do Tempo "o nome que você escolhe é como uma promessa que você faz".

Como ninguém sabe seu nome, a pergunta constante é:"Doutor quem?" (em inglês, "Doctor who?").

Vamos a biologia da ideia, mas nesse primeiro momento falando de um pouco de psicologia, é comum experimentarmos alguma crise de identidade quando se chega à idade adulta, isto é, quem eu sou realmente, agora pense na versão de si mesmo de alguns momentos atrás. Há algo verdadeiro em você agora que não é verdade do seu eu anterior, sua consciência do problema de identidade, então, segundo você não é a mesma pessoa que o primeiro. Na verdade, a cada instante você fica mais velho (idoso) mas cada você seguinte é de uma idade diferente do que cada você anterior, por isso não são a mesma pessoa. Resumindo, a cada instante uma pessoa desaparece e surge outra.

Então, quem (who) é você psicologicamente, exatamente?

Voltando a biologia pense na sua pele Nosso organismo não para de produzir células, que vão subindo pelas camadas da pele como se fossem uma fila andando, até serem eliminadas. Cada célula é capaz de se manter viva por três a quatro semanas depois de ter sido formada. Passado este tempo, seu destino é um só: se soltar de nosso corpo e cair na forma de pó. Daí o porquê de nossa casa estar sempre com uma fina camada de poeira, mesmo que as janelas fiquem fechadas o tempo todo.
Você troca de pele? Ao fazer essa pergunta não queremos dizer que você seja uma cobra, um lagarto ou muito menos um camaleão. O fato é que você, eu, nós, enfim, toda espécie “humana” troca de pele o tempo todo.
A cada minuto eliminamos mais de 30 mil membranas celulares, nossa pele velha vai sendo trocada por outra novinha. Eliminamos mais de três quilos de pele por ano.

Então, quem (who) é você biologicamente, exatamente?

Isto é, o que você é por fora também é diferente por dentro, sua caixa muitas vezes é pequena em relação ao tamanho de “tudo” que existe dentro de você, você realmente e o TARDIS- nave espacial do Dr. Who, que é o acrônimo em inglês de Tempo e Dimensão Relativa no Espaço. Por fora, ela é uma cabine azul de polícia, semelhante às que existiam nas ruas da Grã-Bretanha nos anos 1960 (ela continha um telefone com o qual era possível se comunicar com a polícia), mas por dentro ela é muito mais do que isso.
Do lado de dentro, ela é uma nave espacial de bom tamanho. Uma frase recorrente na série quando alguém entra na TARDIS pela primeira vez é: "É maior por dentro".
A história diz que as naves dos viajantes no tempo assimilavam a forma de um objeto do lugar ao qual chegavam para não chamar a atenção. Mas a TARDIS do Doutor era defeituosa e ficou com a mesma forma ao aterrissar na Grã-Bretanha. Desde então, se tornou um ícone.
Grande abraço.
Prof. Eduardo de Almeida


terça-feira, 6 de setembro de 2016

A biologia evolutiva de Star Trek



Prof. Eduardo Almeida em aula sobre evolução e especiação.


Fonte original do texto: http://teianeuronial.com/a-biologia-evolutiva-de-star-trek/

Um dos grandes mistérios da evolução humana diz respeito ao que aconteceu com todos os humanos que compatilharam o planeta com o Homo sapiens por centenas de milhares de anos. Enquanto o Homo sapiens evoluía na África, havia também homininos na Europa e na Ásia, conhecidos como Homo erectus, os hominídeos de Denisova e os neandertais. Para não falar no Homo florensiensis, conhecido como o povo hobbit. Será que esses grupos humanos se encontraram em algum momento? Eles cruzaram entre si ou se mataram uns aos outros? Será apropriado chamá-los todos de humanos ou eram alguns humanos e outros animais?
Jornada nas Estrelas (Star Trek) tem respostas para essas questões. E elas são tão confusas e frustrantes na ficção científica quanto na ciência evolutiva real.

O Mais Chato Episódio de Star Trek Jamais Escrito

Mesmo que você não seja um fã de Star Trek,provavelmente já ouviu falar do infame episódio deStar Trek: A Nova Geração, “A Busca” (“The Chase”), onde aprendemos que humanos, romulanos, klingons e todas os outros humanoides que encontramos têm de fato um ancestral comum, que vamos chamar aqui de Caras-de-massa (você pode entender por quê olhando a foto ao lado). Por uma série de eventos improváveis, a Enterprise encontra uma mensagem holográfica secreta de uma representante dos Caras-de-massa há muito falecida, que diz:

Sabíamos que viria o dia em que pereceríamos, e nenhum de nós sobreviveria – então deixamos vocês. Nossos cientistas semearam os oceanos primordiais de muitos mundos, onde a vida estava em sua infância. Os códigos nas sementes direcionaram sua evolução para uma forma física semelhante à nossa: este corpo que vocês vêm diante de vocês, que obviamente tem a mesma forma dos seus corpos, pois vocês são o resultado final. Os códigos na semente também contêm esta mensagem, espalhada em fragmentos em muitos mundos diferentes.
Certo, tudo bem, é absurdo e você pode entender por que as pessoas odeiam este episódio. Como Peggy Kolm já apontou brilhantemente em Biology In Science Fiction (“Biologia na Ficção Científica”), não faz nenhum sentido que todos os grupos evoluíssem do mesmo jeito numa variedade de planetas, e não se pode “direcionar” a evolução com “códigos em sementes”.
Mas se ignorarmos tudo isso, nós nos deparamos com um retrato bem interessante da evolução em Star Trek que em alguns aspectos espelham nossa própria evolução na Terra. Em primeiro lugar, nós já sabemos que alguns grupos de alienígenas podem intercruzar. Há o meio-humano meio-vulcano Spock, a meio-humana meio-klingon B’Elanna Torres, a meio-humana meio-betazoide Troi, e muitos outros personagens menores também. Isso só faz sentido se todos eles descenderem dos Caras-de-massa, embora haja episódios em que se sugere que as pessoas mestiças sejam produto de manipulação tecnológica.
Então, o que isso tem a ver com evolução humana?

O Ancestral Comum

Humanos e nossos ancestrais são chamados homininos (eis uma boa explicação para isso), enquanto o grupo maior incluindo humanos e antropoides é chamado de hominídeo. Todos os grupos que mencionei anterioemente são inegavelmente homininos, e todos vieram do mesmo ancestral comum ao Homo sapiens – os Caras-de-massa da humanidade são chamados Homo ergaster ou Homo erectus. Obviamente, os neandertais não conseguiram suas testas romulanescas de algum tipo de evento de panspermia com “evolução direcionada”. Ao invés disso, diferentes grupos humanos simplesmente deixaram a África em diferentes épocas, espalhando-se pela Eurásia. Pelo fato de o Homo erectus ter deixado a África um milhão de anos antes do Homo sapiens, os dois grupos evoluíram separadamente durante um bom tempo. O mesmo aconteceu com o ancestral dos neandertais e os hominídeos de Denisova, que também partiram antes do H. sapiens.

Então a jornada de um milhão de anos da humanidade para a Europa, a Ásia e a Austrália foi de certa forma como o que aconteceu com a progênie dos Caras-de-massa em vários planetas diferentes. Eles começaram como uma espécie, mas, à medida que colonizaram diferentes regiões da Terra, começaram a se diferenciar uns dos outros. Sempre achei divertido o fato de que aquilo que provavelmente identificaria diferentes grupos humanos há 200.000 anos seriam as protuberâncias da testa e a altura – os mesmos dois traços usados no universo de Star Trek para fazer as pessoas parecerem “alienígenas”. É claro que os hominídeos de Denisova não devem ter tido um bobo nariz serrilhado de batata frita como um Bajoriano. Mas os neandertais teriam uma testa maior e um queixo mais protuberante do que os humanos modernos, enquanto os hobbits eram significativamente mais baixos do que o típico Homo sapiens.
Quando o Homo sapiens encontrou os neandertais pela primeira vez, poderia ter sido como os humanos encontrando os klingons? Muito provavelmente sim. Especialmente a parte sobre eles parecerem levemente diferentes e falarem línguas estranhas, mas no entanto são capazes de ter filhos juntos e empreender um extenso comércio mútuo (bem como entrar em guerra).

Especiação

Como mencionei antes, uma das maiores questões em Star Trek (e na biologia evolutiva humana!) é se o Homo sapiens realmente poderia ter filhos com outros grupos humanoides. Em Star Trek, ouvimos diferentes histórias sobre como uma criança meio-humana meio-vulcana poderia nascer – ela foi concebida em ambiente selvagem ou num laboratório? Mas temos absoluta certeza de que vulcanos e romulanos são tão intimamente aparentados que são capazes de produzir filhos sem problemas. Isso na verdade também espelha questões da ciência evolutiva.

Quando uma espécie se divide em duas ou mais, isso se chama especiação. Normalmente acontece quando dois grupos da mesma espécie são separados por tempo suficiente para evoluírem ao ponto em que não podem mais produzir descendência entre si. A grande questão é: grupos como o erectus e os neandertais eram espécies diferentes de nós ou seriam humanos com estruturas faciais e corporais diferentes dos humanos modernos? Há atualmente muita evidência genética de que o Homo sapiens intercruzou com neandertais e os hominídeos de Denisova. Então é provável que os três grupos fossem, de fato, a mesma espécie. Mas ainda não sabemos quase nada sobre o Homo erectus, e também estamos no escuro quando se trata dos hobbits e outros grupos homininos que ainda estão sendo descobertos. É possível que o Homo sapiens tenha intercruzado com neandertais, ao estilo de vulcanos/romulanos, mas não pudessem se reproduzir com Homo erectus.
A especiação é um processo bagunçado e caótico que raramente assume tonalidade preta e branca. Às vezes dois grupos muito diferentes são basicamente como os vulcanos e romulanos. Eles se comportam de modo completamente diferente mas são geneticamente quase idênticos. Outros grupos podem ter um ancestral comum, como humanos e chimpanzés, mas não podem se reproduzir entre si. Sugere-se em Star Trek: Enterprise que humanos e vulcanos podem estar nessa situação, se for verdade que eles requerem intervenção tecnológica para produzir uma prole viável.
Simplesmente não sabemos todas as respostas. No caso de Star Trek, isso se deve a tramas confusas e muitas continuidades retroativas. No caso da evolução humana, é porque ainda estamos tentando descobrir o suficiente sobre nossa história para entender o que aconteceu à medida em que evoluíamos.

Somos Todos Humanos

Muitos antropólogos usam a palavra “humanos” ou “pessoas” para descrever neandertais, hominídeos de Denisova e outros homininos que foram contemporâneos dos humanos modernos. Há fortes evidências de que estes grupos usavam ferramentas e fogo, podem ter tido uma linguagem e tiveram filhos com os Homo sapiens. Da mesma forma, em Star Trek, os alienígenas humanoides são sempre tratados como pessoas – mesmo que sejam klingons matando todo mundo e comendo um monte de vermes negros viscosos. Eles não são chamados de humanos, mas são claramente equivalentes aos humanos. Em inglês, ninguém usa o pronome “it” (gênero neutro usado para animais e objetos inanimados) para descrever um romulano. Eles podem ser inimigos, mas não são animais.

Quando tentamos imaginar como teria sido para o Homo sapiens migrar da África e descobrir neandertais, hominídeos de Denisova e possivelmente muitos outros homininos, não é à toa que pensemos em Star Trek. Como era viver num mundo com vários outros homininos inteligentes? Possivelmente seria como estar numa Federação com vários outros humanoides.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Sexo no Reino Animal

Sexo no Reino Animal


Você com certeza já ouviu falar da Viúva Negra, a aranha que mata seu parceiro depois da copulação. No Reino Animal o sexo pode ser um bocado estranho, é verdade, mas este não é nem de longe o exemplo mais esquisito da vida sexual dos não-humanos. Conheça 23 animais que têm hábitos de reprodução um tanto curiosos:

1. Abelhas
Já ouviu falar que as fêmeas das abelhas só ferroam uma vez? Ao picar alguém, o ferrão da doce ofensora se desprende do corpo, causando sua morte. A natureza foi cruel com o gênero feminino, mas espere até ficar sabendo o que acontece com o macho. Dica: ele não tem ferrão, mas tem um órgão reprodutor. Acertou quem imaginou que o sexo entre abelhas não termina bem – ao se afastar do corpo da fêmea após a penetração, o macho perde seu aedaegus (equivalente a um pênis), que permanece dentro do corpo da companheira. Seu fim não poderia ser mais trágico: ele sangra até a morte. Não está fácil pra ninguém.

2. Ácaros (Red Velvet Mites)
Sexo é um ato solitário (e esquisito) para os ácaros Trombidiidae. O macho procura o ninho perfeito para o acasalamento, com muitas folhas e galhinhos, para criar a perfeita atmosfera para o casal. E então, ele espalha seu sêmem por todo o lugar. Depois de completar o serviço, o próximo passo é atrair uma fêmea – com suas fezes. Ela segue o rastro deixado pelo macho e, chegando ao ninho “cuidadosamente” preparado, deve se virar sozinha para ser inseminada.

3. Antequino-Marrom
O vício em sexo não é um problema enfrentado apenas por humanos. A condição também atinge esse pequeno marsupial. O Antequino-Marrom é tão frenético que, durante o período reprodutivo, chega a passar até 12 horas se acasalando com apenas uma parceira. Como é insaciável, passa de fêmea pra fêmea, até seu sistema imunológico começar a falhar. Ele geralmente desenvolve úlceras graves e contrai infecções de parasitas, e morre não muito tempo depois da sessão de acasalamento.


4. Argonautas
Os argonautas são um gênero de polvo bastante comum, que habita águas tropicais e subtropicais de todo o mundo. Seu momento de reprodução, no entanto, está longe do “regular”: a fêmea desenvolve uma concha gigante para abrigar e proteger os ovos e embriões, enquanto os machos – que também possuem uma concha, mas em tamanho significativamente menor – começam a acumular uma bola de espermatozóides em um tentáculo especial. Quando, passeando por aí, o macho encontra uma fêmea por quem se interessa, o tentáculo se destaca do corpo e sai nadando sozinho até a fêmea.

5. Caracóis
O caracol é um dos favoritos na disputa de localização mais bizarra do pênis: seu órgão reprodutivo fica no pescoço. Os caracóis são hermafroditas e precisam de um companheiro para conseguirem se reproduzir. E para convencer o parceiro, eles costumam “flertar” apunhalando um ao outro com dardos constituídos de carbonato de cálcio ou quitina e usados para injetar no receptor hormônios que estimulam os órgãos genitais femininos.

6. Hienas
As fêmeas representam o gênero dominante entre as hienas. Mais agressivas que os machos, no momento de escolher um parceiro elas não dão bola para os esquentadinhos, preferindo aqueles que se mostram mais submissos. O companheiro terá então um desafio à frente: habilidosamente inserir seu pênis no pseudo-pênis da fêmea, que esconde sua vagina. Contorcionismo no mundo animal.

7. Hipopótamo
O hipopótamo macho possui uma forma bastante diferente de chamar a atenção de uma fêmea. Ele se coloca em lugar de destaque, defeca em si mesmo e utiliza a sua cauda como uma espécie de hélice, espalhando as fezes por todos os lados na tentativa de encontrar uma parceira. E o mais incrível: funciona.


8. Macaco-rhesus
O primata, também conhecido como Reso, tem muitos motivos para ser um tanto paranoico. No Reino Animal é bem comum que as disputas entre os machos por uma companheira acabem sendo um tanto violentas. Mas poucas espécies são tão cruéis (e, ao mesmo tempo, espertas): os macacos-rhesus atacam seus oponentes no momento em que eles estão tendo um orgasmo. Sim, é isso mesmo. Um estudo da University of Utrecht apontou que mais da metade dos encontros sexuais dos macacos reso terminam com o macho sendo brutalmente atacado. Até 9 macacos podem se aproveitar da vulnerabilidade do coleguinha para tentar roubar sua fêmea.


9. Marreca-pé-na-bunda
A marreca-pé-na-bunda, também conhecida como Oxyura vittata, possui orgãos reprodutores mais estranhos do que seu nome. Além de ser dono de um pênis de aproximadamente 40 centímetros de comprimento, o orgão do macho tem formato de saca rolhas e possui uma espécie de ~pincel~ na ponta. A vagina da fêmea também é em espiral, mas no sentido oposto – o que permite o encaixe. Durante o ato sexual, o macho utiliza a sua “escova” para remover qualquer esperma deixado por um macho anterior.



10. Morcegos (Chinese Fruit Bat)
Cientistas do Guangdong Entomological Institute in Guangzhou, na China, descobriram que os morcegos da espécie Cynopterus sphinx usam o sexo oral para prolongar o ato sexual. A descoberta é um tanto inusitada, já que se pensava que somente humanos tinham essa prática. Mas o que é ainda mais curioso é que, através de um grande contorcionismo, a fêmea consegue agradar o macho enquanto ainda estão envolvidos no ato sexual. Provavelmente não é seguro tentar isso em casa.

11. Peixe actinopterígeo
Estes peixes, que habitam exclusivamente ambientes marinhos, redefinem o conceito de namorado folgado. Alguns machos do subgênero, bem mais franzinos que suas companheiras de espécie, nascem com sistema digestivo rudimentar, que logo passa a dificultar sua alimentação. Para contornar este problema quase-fatal, os peixes usam de seu olfato apurado para encontrar uma fêmea no oceano. No primeiro encontro, nada de rituais de acasalamento: o macho logo morde a fêmea e libera uma enzima digestiva que corrói a pele de sua boca e o corpo da companheira, fundindo o par para toda a vida. Conectado ao sistema circulatório da fêmea, o corpo do macho se atrofia. Sua única função agora é liberar esperma sempre que hormônios na corrente sanguínea de sua “parceira” indicam que ela está ovulando. Ah, o amor… Não bastasse apenas um namorado parasita, é comum que a fêmea da espécie seja mordida por múltiplos machos.

12. Peixe-palhaço
Descobrir a verdade sobre a reprodução dos peixes-palhaço vai ajudar a entender melhor o filme Procurando Nemo. Em um núcleo familiar, a fêmea é sempre o maior membro do grupo. Quando ela morre, o maior macho assume seu lugar – literalmente. Como estes peixes são hermafroditas, isso significa que o macho muda de papel. Ou seja: o pai de Nemo, na verdade, passaria a ser a mãe do Nemo.

13. Percevejos
A reprodução dos percevejos pode ser comparada a um ato de violência sexual. Os machos das espécies costumam possuir um pênis tão afiado que, na hora de se reproduzirem, praticamente dão diversas “facadas” no corpo da fêmea até conseguirem depositar o seu esperma. Já que a espécie não está em extinção, presume-se que a fêmea sobrevive ao traumático ataque.


Quem quiser saber ainda mais sobre a vida sexual do Reino Animal pode conferir a websérie Green Porno, idealizada, escrita, dirigida e estrelada pela atriz Isabella Rossellini . Os vídeos, que começaram a ser produzidos em 2008, foram exibidos no Sundance Festival e podem ser assistidos no canal online do festival.

14. Leões imobilizam suas fêmeas mordendo suas nucas, às vezes até sangrar. Um acasalamento leonino é uma longa sucessão de pequenas cópulas, que duram de 6 a 68 segundos. Em média, um leão acasala 50 vezes num dia. Não é à toa que ele é chamado de "rei dos animais"!

15. A exemplo do leão, a cópula do chimpanzé também costuma ser bastante rápida. Em média, ela dura 13 segundos. Por causa de seu tamanho, as baleias não levam mais de 30 segundos. A cópula de animais como o cachorro e o rinoceronte, no entanto, dura até uma hora.

16. Cada elefante fêmea fica no cio por poucos dias. As que estão prontas para a reprodução ficam longe umas das outras. Por isso, o macho que conseguir caminhar por mais tempo acha um número maior de fêmeas no cio.

17. Os cavalos juntam os focinhos para mostrar afeição, enquanto os elefantes cruzam as trombas. As girafas esfregam seus pescoços quando estão apaixonadas. Os cafunés e as catações de piolho entre macacos não têm qualquer conotação amorosa. Servem apenas para manter a coesão social do bando.

18. Algum tempo antes do acasalamento, a guepardo fêmea emite sons para chamar os machos. Seu cheiro também muda. Quando eles se aproximam dela, são recebidos com patadas. A fêmea faz isso para ter certeza de que o escolhido será forte e corajoso.

19. O canguru é o único animal com capacidade de produzir dois tipos diferentes de leite (um para quando o filhote ainda está dentro da bolsa, e um para quando ele sai da bolsa).

20. O coala tem aquele jeitinho de bichinho dócil, mas quando vai acasalar, o macho monta na fêmea, morde o pescoço dela e tudo termina em apenas 2 minutos.

21. A fêmea do tanreque, uma espécie de porco-espinho que habita a ilha de Madagascar, na África, tem entre 22 e 24 mamilos.

22. Quando entra no cio, uma chimpanzé tem de 500 a mil relações sexuais, com uma infinidade de machos (pré-selecionados entre os melhores). Uma ovelha chega a copular 170 vezes em cada período de cio, também com carneiros diferentes.

23. A cadela tem o primeiro cio aos seis meses, e daí para a frente duas vezes por ano. A gata só fica pronta para procriar entre os três meses e os nove meses. O macho fica adulto a partir dos sete meses. O período de cio dura mais ou menos 15 dias e ocorre, em média, uma vez por ano.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

DECIFRANDO QUESTÕES DE BIOLOGIA DO ENEM.


DECIFRANDO QUESTÕES DE BIOLOGIA DO ENEM.

Estimados estudantes,

Vamos seguir nossos estudos para decifrar as questões do ENEM/2015 de biologia, é hora de aquecer nossa massa cinzenta para não amarelar no exame.
Grande abraço.
Prof. Eduardo de Almeida




A questão que apresento agora envolve principalmente o aprendizado de conteúdo do 2 º ano do Ensino Médio, logo que começamos a desvendar a diversidade de seres vivos do Planeta Terra.



Para responder essa questão devemos primeiramente conhecer dois grandes Reinos: O Vegetal e o Animal, ambos são formados por seres com células eucarióticas (tema que irei abordar em questões futuras), mas também um pouco de conhecimento na língua portuguesa é útil, pelo fato de conhecermos o que significa o sufixo “cida”, que significa diretamente matar, por isso temos inseticida para matar insetos, larvicida para matar larvas, etc... e para matar moluscos como se chamaria???


Mas quando estudamos o Reino Animal, conhecemos o Filo Molusca, formado por Lulas, Polvos, Lesmas e Caramujos....e falando em caramujo, esse tem um gênero Biompharia, que é hospedeiro intermediário de um outro animal do Filo Platelminto o Schistossoma mansoni, esse tem como Hospedeiro definitivo o homem, observe o ciclo de vida , esse causa a doença conhecida  esquistossomose (barriga d’água).


A planta em questão é muito usada em jardins seus caules são repletos de espinhos com muitas e pequenas flores vermelhas e sua seiva tem aspecto leitoso, observe a imagem abaixo.




 Resolução:
 O hospedeiro intermediário da esquistossomose (barriga d’água) é um caramujo (molusco). A miliamina , como diz o enunciado, é um moluscicida, produto que pode matar moluscos. Resposta: E

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Como estudar Biologia para o Enem?

Como estudar Biologia para o Enem?

Veja quais são os temas mais recorrentes e como se preparar


Os temas mais recorrentes
Os assuntos de Biologia que mais aparecem nas questões do Enem
Ecologia
Evolução
Fisiologia humana
Genética
O Enem costuma cobrar os temas de Biologia em assuntos do cotidiano e questões interdisciplinares na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. De acordo com o professor Leandro Neves, do Cursinho do XI, o tema mais cobrado é ecologia, seguido por evolução, fisiologia e genética.
O professor explica que é, também, muito importante que os candidatos façam a leitura atenta do enunciado, especialmente do último parágrafo em que se encontra a pergunta, além das alternativas que, muitas vezes, podem conter alguma dica para a resolução. "Também oriento que os alunos treinem bastante interpretação de gráficos e tabelas, indispensável para resolver boa parte das questões", diz.

Ecologia
Dentro de ecologia, sempre são cobrados temas atuais, como sustentabilidade, desmatamento, poluição, uso da água, geração de energia, destino do lixo e aquecimento global.
Exemplo: questão tirada do Enem 2012






"O vestibulando deve ter um bom conhecimento sobre teia e cadeia alimentar, fluxo de energia, relações ecológicas, biomas e sucessão ecológica, além dos ciclos biogeoquímicos, em especial o ciclo da água, do nitrogênio e do carbono".
Exemplo: questão tirada do Enem 2012


Evolução
Em evolução, é importante focar os estudos nas teorias de Lamarck e Darwin e nos mecanismos de formação das espécies. "Também é importante rever os estudos de caso, como o clássico ‘melanismo industrial’, em que se pode observar a seleção natural agindo sobre as mariposas brancas e pretas na Revolução Industrial", explica o professor Leandro.
Exemplo: questão tirada do Enem 2010



Fisiologia
Para fisiologia, o estudante deve priorizar o funcionamento dos sistemas do corpo, que costumam ser cobradas em questões que tratam do cotidiano. "O Enem costuma cobrar o tema em questões como as reações do corpo frente aos exercícios físicos, a uma dieta especial de alimentos e a mudanças climáticas", ressalta Leandro.
Exemplo: questão tirada do Enem 2012

"O candidato também pode encontrar questões sobre patologias. Vale estudar o funcionamento dos vírus e bactérias, atentando para as formas de prevenção e combate. Além disso, é possível que apareçam as clássicas questões sobre as parasitoses, com os ciclos de vida do parasita e as profilaxias", diz o professor.
Exemplo: questão tirada do Enem 2011

Importante: Neste ano, é bem provável que a prova contenha alguma questão sobre a dengue ou zika, que bateu recordes históricos de infecção em várias cidades brasileiras. Fique atento!
Genética e biotecnologia
Segundo alerta o professor Leandro, é muito importante que, em genética, o aluno tenha domínio sobre a Primeira e Segunda Leis de Mendel, em especial na definição de genótipos e fenótipos e nos cálculos de probabilidade. Já em biotecnologia, assuntos como as técnicas do DNA recombinante, de clonagem, terapia gênica, transgênicos e as implicações éticas no uso destas técnicas devem ser revisados.
Exemplo: questão tirada do Enem 2011

Exemplo: questão tirada do Enem 2012




















quarta-feira, 10 de junho de 2015

SOCIALIZAÇÕES BID 0347 MÓDULO 2 - 2015/1 & BID 0310 MÓDULO 3 - 2015/1.



1 -Como ensinar ciências para o 6º ano do EF? Metodologia aplicada com base no conteúdo previsto para esse ano;
1 B - Crosta Terrestre: Suas Camadas e tipos de rochas. (Atividade de aula As Camadas da Crosta Terrestre e exemplos de tipos de rochas).




2 -Como ensinar ciências para o 7º ano do EF? Metodologia aplicada com base no conteúdo previsto para esse ano;

2 A - Invertebrados – Principais Classes- Atividade de Aula Coleção de Invertebrados.
2 B - Gimnospermas – Caracterização e principais filos- Atividade de Aula Trilha de interpretação dos principais grupos de Gimnospermas.



3 - Como ensinar ciências para o 8º ano do EF? Metodologia aplicada com base no conteúdo previsto para esse ano;

3 A -  Sistema Esquelético (O esqueleto humano) – (Atividade de Aula Montagem de Esqueleto didático).









3 B - Sistema Nervoso Central – Neurônio (Atividade de Aula montagem do neurônio didático).








4 - Como ensinar ciências para o 9º ano do EF? Metodologia aplicada com base no conteúdo previsto para esse ano;

4 A - O Átomo – (Atividade de Aula montagem do átomo didático).



4 B  - A molécula de DNA – (Atividade de Aula montagem do DNA didático).





Diversas fotos....
















































BID 0310




Diversas fotos....




















Vídeo (Fragmento da apresentação do grupo sobre sustentabilidade).